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Parcães, os espaços bons pra cachorro do DF

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Mais de 20 parques feitos especialmente para os pets estão distribuídos pelas cidades do DF, com área segura e de brincadeiras para os animais. Águas Claras é a recordista

Chamados de melhores amigos do homem, os cachorros caíram no gosto do brasiliense e podem ser vistos pelos espaços públicos de todo o DF. Algo que é referendado pela Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad), divulgada pela Codeplan em maio: quase metade (49,7%) dos domicílios de Brasília têm pets. Desse total, 42% são cachorros.

Então, por que não um haver espaços próprios para esses bichinhos? Os chamados parcães estão situados em algumas regiões do DF (veja lista abaixo). Águas Claras é a recordista, com 17 parcães para atender cachorros e seus tutores. Nada mal para uma cidade onde a média é de um pet para cada dois moradores, de acordo com a pesquisa. As áreas de lazer canino estão em praças, próximo às três estações de metrô e entre os conjuntos residenciais.

A dentista Caroline Barbosa, 55 anos, e Aurora, um pastor suíço de dez meses, estão sempre no parcão vizinho à Estação Concessionária do metrô. De vasto pelo branco, Aurora brinca no local enquanto Caroline descansa nos bancos do pergolado. Para ela, uma área essencial. “O parcão é maravilhoso não só para passear com os animais, como para conhecer os vizinhos”, conta. “Temos vizinhas aqui que cuidam das plantas, ajudam a manter o espaço limpo. Considero um local de integração e mais seguro para todos”, emenda ela, que desce duas vezes por dia com a cadela.

Kátia Fernandes e o shih-tzu Puppy se divertem no parque da praça Condor, em Águas Claras: a cidade é a recordista do DF em parcães, com 17

É o mesmo caso da dona de casa Kátia Fernandes, 39. Ela e o shih-tzu Puppy se divertem na unidade da praça Condor – parcão que possui um curioso labirinto em formato de osso. “Aqui, dou liberdade para o Puppy brincar, se exercitar, pois, se soltar ele da guia, ele vai embora. Diria que é um ponto de encontro da vizinhança, além dos animais”, sugere.

De acordo com o administrador regional, André Barbosa, os espaços são indispensáveis e mantidos pelo órgão. “E ainda temos pedidos para mais parcães pelos moradores”, revela

Sudoeste terá mais um

O Sudoeste ganhará em breve o seu segundo parcão: no local, já demarcado e com bancos, moradores e seus pets se divertem, como o estudante Davi Martins e sua pitbull Maya

O Sudoeste ganhará, nas próximas semanas, seu segundo parcão. O primeiro fica no interior do Parque do Bosque. O novato ocupará uma grande área verde entre a SQSW 104 e a 105. Ambos construídos por meio do projeto Adote uma Praça, da Secretaria de Projetos Especiais (SPE), e mantidos pela administração em parceria com empresários locais.

O parque canino já está demarcado e logo será cercado. Um circuito de brinquedos para os animais também está previsto no projeto. Lixeiras e sacos para as fezes dos bichos já estão instalados ali e tem gente usando. “É importante para o bem-estar do animal e também dos donos. Aqui podemos relaxar, sentar num banquinho e passar a tarde”, frisa o estudante Davi Martins, 22 anos, “pai” da pitbull Maya.

Parcão próximo à Feira Permanente do Cruzeiro: local de interação entre os cães e seus tutores

O administrador Júnior Vieira pontua que a pandemia foi um fator que fez aumentar o número de animais de estimação no bairro. E os parcães são locais dignos para o exercício dos pets. “Muitos deles moram em espaços de até 50 m2, onde é limitado o espaço. Além disso, podemos fomentar que os tutores se comuniquem, façam amizade”, finaliza.

Localização dos parcães pelo DF:

Águas Claras

Quadras 102, 104, 106, 107, 204, 205, 207, 208, 209, 210, Ruas 7 Norte, 7 Sul, 36/37 Sul, próximo às estações de metrô Arniqueiras, Concessionárias – lado Norte, Concessionária – lado Sul e Águas Claras

Sudoeste
Parque Urbano do Bosque e entre a SQSW 104 e 105*

Cruzeiro
Próximo à Feira Permanente

Lago Norte
SHIN QI 2

Parque da Cidade

Samambaia
Quadra 101, ao lado do Estádio Rorizão*

Fonte: Rafael Secunho, da Agência Brasília | Edição: Claudio Fernandes