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Rádio e TV são vistos como meios mais confiáveis para consumo de notícias 

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Pesquisa realizada nos EUA mostra que radiodifusão, especialmente o rádio, desempenha um papel crucial na informação do público

Um novo estudo realizado pela Free Press, com apoio da African American Research Collaborative e da BSP Research, revela que a radiodifusão, especialmente o rádio, segue como uma fonte fundamental de informação para os norte-americanos. De acordo com a pesquisa, 77% dos entrevistados utilizam rádio e televisão pelo menos algumas vezes por semana para atualizações de notícias e eventos, e 43% recorrem ao rádio e à TV várias vezes ao dia para se manterem informados. Os números superam os índices registrados pelas mídias sociais e o medo da desinformação auxilia rádios e TV a manterem seus consumos elevados.

Os dados demonstram que, em um momento de crescente desconfiança e aumento da desinformação, o rádio e a televisão seguem como os meios mais confiáveis para a maioria dos norte-americanos. A pesquisa destacou que o uso de aplicativos de notícias e redes sociais, como Facebook (59%), YouTube (57%) e outros apps de notícias (55%), embora significativos, ainda ficam atrás da radiodifusão (77%) em termos de frequência de uso para notícias.

A Free Press sublinha que, em um ano eleitoral para os EUA, a confiança no rádio como fonte de informação é essencial. Com a crescente preocupação com a desinformação, 51% dos entrevistados acreditam que “ter mais veículos de notícias independentes é importante para parar a desinformação e é bom para a saúde da nossa democracia”. Além disso, 52% concordam que “devemos aumentar o financiamento público para criar e expandir notícias locais e independentes”. Apenas 32% dizem que há opções suficientes de veículos de notícias.

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Jessica González, co-CEO da Free Press, ressalta a preocupação geral com a desinformação e o discurso de ódio online, destacando que 72% dos entrevistados acham “aceitável” que plataformas bloqueiem conteúdo considerado racista ou odioso. A maioria também apoia que empresas de tecnologia impeçam a distribuição de anúncios políticos que violem os termos de uso contra a disseminação de informações falsas. No geral, 71% dos entrevistados acreditam que “as empresas de mídia social devem limitar informações falsas ou enganosas sobre eleições que possam ser consideradas antidemocráticas”.

Já Derek Turner, Assessor Sênior de Políticas da Free Press, destaca que “um número alarmante de pessoas não se sente muito bem informado sobre as eleições locais”, e que “o alto custo do acesso à internet ainda é um desafio para muitos norte-americanos”. As preocupações com o papel da tecnologia e a privacidade também são destacadas como áreas de atenção.

Desafios na cobertura local

A pesquisa também apontou que 28% dos adultos se sentem “muito bem informados” ao votar em eleições locais nos Estados Unidos, com percentuais ainda mais baixos entre latinos e asiático-americanos. A preocupação com a suficiência da cobertura local é significativa, pois muitos acreditam que a falta de informação adequada sobre candidatos locais prejudica a tomada de decisões informadas.

O estudo envolveu 3.000 adultos dos Estados Unidos e foi realizado de 1 a 18 de março, com uma amostra maior das populações negras, latinas e asiático-americanas/pacificadoras das ilhas do Pacífico. Os resultados sublinham a importância contínua do rádio e da televisão como fontes de informação confiáveis em um ambiente midiático cada vez mais fragmentado e desafiador, conforme destaca a imprensa especializada que repercutiu o caso.

fonte: tudoradio